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Paraty com vento...

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Boas!

No começo desse ano recebi um e-mail do Rafael, querendo fazer aula de vela na primeira turma do ano, em 29 de janeiro. Para sorte dele ainda havia uma vaga e depois de três dias a bordo ele completou, com louvor, o curso básico de vela oceânica.  Nessa mesma época eu abri o CCB - Clube Cusco Baldoso. Destinado aos nossos ex-alunos, ao custo de uma pequena  mensalidade pode-se usar um veleiro com outros alunos sábados ou domingos, na base Santos. O Rafael foi o sócio número um, seja porque foi o primeiro a aderir, seja porque usou todos os dias que pôde - e bem usado. 
Em junho desse ano ele já se sentiu seguro para seguir seu próprio rumo e, com o apoio da família (a esposa Leila e o filho Jorge, que embarcaram de cabeça)  comprou seu próprio veleiro, um Brasília 32, em Paraty.
Desde que ele comprou o barco eu lhe devia uma visita. Mas veleiros e agendas são coisas difíceis de conciliar. Nesse último feriado, porém, deu certo e na quinta de manhã (depois de uma aventura com a G…

De Ubatuba a Joinville...

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Boas!

Como parte de nossos preparativos para o Desafio Africa do Sul Cusco Baldoso Soneca 2018, o Tio Spinelli fez um curso avançado (CBVO # 108) navegando em área oceânica (a mais de vinte milhas da costa) e direto entre Ubatuba (SP) e Joinville (SC).
Na tripulação tivemos inicialmente três alunos: o Elton, o Vagner e a Tatiana. No dia da partida, 30/09, já em Ubatuba, o Elton recebeu uma triste notícia e teve que desembarcar (mais uma vez nossos sentimentos a ele e à Erica). Os planos mudaram um pouco e às 13h00 do domingo, 01/10, o Soneca partiu rumo à Santa Catarina.
Nosso esquema de aula me orgulha muito, devo confessar. Há escola de vela por ai que faz avançado entre Paraty e a Ilha Grande. Nós não, vamos muito além disso. E voltamos.
A seguir nossa conversa com o Tio Spinelli, assim que ele chegou em Joinville:
Juca Andrade: Qual a distância navegada entre Ubatuba e Joinville? Tio Spinelli: Nossa derrota teve 298 milhas náuticas. É quase uma Refeno, mas em condições climáticas be…

Revisão da balsa...

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Boas!

Hoje foi dia da empresa que faz a revisão de balsas salva vidas verificar o estado da balsa do Soneca.

A revisão deve ser feita anualmente no Brasil. O momento do teste tem sempre uma certa apreensão. Se fosse preciso, ela teria inflado?!







Quem vai ao mar se avia em terra. Essa é uma visão que ninguém espera ter lá, no mar. Mas, se for preciso, saberemos que ela inflará!

E vamos no pano mesmo.

Desafio Africa do Sul - preparativos

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Boas!
Pois é, agora vai.
Nosso Desafia Cusco Baldoso Africa do Sul 2018 está oficialmente confirmado.
O item mais importante, tripulação, está completo para a ida: José Spinelli Neto (capitão), Juca Andrade e Alan Trimboli, todos instrutores da Cusco Baldoso. 
Dizer que o Soneca está pronto é redundância. Ele sempre está pronto para partir. Porém o Tio está caprichando ainda mais, se é que isso é possível.
O leme de vento foi todo revisado e ele corrigiu alguns "erros de projeto". 


A bateria do Epirb foi trocada.


A balsa salva vidas já está em Santos comigo para a revisão. Até lá estamos usando a do Fratelli, cedida gentilmente pelo amigo Marcelo Damini.

As ferragens para a gennaker já estão instaladas (gurupés e tope).




Os remédios já estão sendo providenciados. Apoio da Pharmacia Essencial, do amigo Eduardo Colombo.
As velas - mestra, genoa e gennaker - já foram encomendadas ao Arnaldo Andrade, da Cognac.
O César Pastor, capoteiro de primeiríssima, nos presenteou com capas…

Quem tem medo do lobo mau?

Boas!
Quem tem medo do lobo mau? Acredito que nem mesmo minha filha Alice, de seis anos, tem. Mas do Velho Lobo do Mar... Ah, desse eu me pelo de medo!
Ano passado, se a memória não me falha, um desses velhos lobo do mar foi contratado para levar um veleiro de vinte e três pés do Rio de Janeiro para Ubatuba. A história está melhor contada no blog do Vivre, do Walnei Antunes. Em linhas gerais o sujeito era um capitão muito experiente, um velho lobo do mar, velejava desde espermatozoide e, contrariando a previsão de ventos fortes (contrários), ressaca e as súplicas para que esperasse dois ou três dias, saiu mesmo assim. A travessia durou poucas horas. O barco capotou antes mesmo de sair da Guanabara.
Como eu disse, me pelo de medo de velhos lobos do mar.
Nos dias 01, 02 e 03 de setembro deste ano gravamos um episódio do #SAL em Ubatuba, sob a batuta do Spinelli e a bordo do Soneca. O tema foi um curso de vela apenas para mulheres de velejadores. Foi nossa segunda experiência nesse sentido, …

O dia que partimos para Abrolhos, mas chegamos em Búzios...

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Boas!

Em agosto de 2014 eu, o Cassio Souza e o Mauro Pascotto fomos até Angra para participar de uma travessia até o Rio de Janeiro a bordo do Caulimaran, um Samoa 36 que há época pertencia ao Ulisses Schimels. Sairíamos no sábado pela manhã e estaríamos de volta a São Paulo no domingo, ainda na hora do almoço. Seria dia dos pais e não estar em casa era um convite ao (meu) homicídio. É claro que tudo que poderia dar errado, deu. O barco quebrou, não conseguimos ir para o Rio e para ajudar o horário do meu vôo para São Paulo foi cancelado. Cheguei em casa a tempo para jantar e em silêncio, pois nenhuma das três falou muito comigo. 
Antes de eu entrar no assunto desse tópico cabe aqui abrir um parênteses. No dia das mães o pai compra o presente, além daquele que a escola dá. Leva a mãe para almoçar. Paga a conta. Compra flores. Diz coisas bonitas. Já no dia dos pais o pai ganha a lembrancinha da escola, leva todo mundo para almoçar - e ele mesmo paga a conta. Até ai, a vida de pai é mes…