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Desafio Africa do Sul 2018 - Cusco Baldoso - Soneca

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DESAFIO ÁFRICA DO SUL 2018 CUSCO BALDOSO – SONECA
“Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir”.                                                                         Amyr Klink
Objetivo: travessia ida e volta do Atlântico Sul, a bordo de um veleiro, partindo da costa do Brasil (Ubatuba/SP) com destino à Cidade do Cabo, África do Sul e retorno à Ubatuba. Sobre a travessia:
Por não haver obstáculos aparentes o melhor caminho seria, a primeira vista, uma linha reta entre Ubatuba e a Cidade do Cabo. Bem, no mar não é exatamente assim que as coisas funcionam. É preciso escolher um caminho onde os ventos e as correntes marítimas sejam mais favoráveis, o que faz com que a distância mais rápida entre dois pontos quase nunca seja uma reta. Para ilustrar usamos as derrotas (planejadas em azul e efetivas em magenta) da tripulação do veleiro Kilimanjaro, um Velamar 32 que fez essa travessia tripulado pelo casal Phillipe e Fredèrique no final de 2014, partindo de Angra dos Reis:
A ida …

Cruzeiro Costa Leste 2017

Boas!

No último final de semana, sob condições de vento e mar bastante desafiadoras, começou  Cruzeiro Costa Leste 2017. Organizado pela ABVC - Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro, o CCL sai a cada dois anos do Rio de Janeiro e vai até Salvador. A maioria dos velejadores, porém, acaba dando uma esticadinha até Fernando de Noronha e Caribe!
Nessa edição a novidade é que a Flotilha poderá ser acompanhada através do SPOT (rastreador pessoal visa satélite).
Como consta no site da ABVC, www.abvc.com.br:
Cruzeiro Costa Leste 2017 Com o apoio de spotwalla.com, podemos acompanhar alguns dos veleiros do Cruzeiro Costa Leste edição 2017. Para ver onde está a flotilha em relação ao percurso todo, do Rio de Janeiro a Salvador clique AQUI Para uma visão centrada na flotilha, clique AQUI Clicando em "Satelite" é possível ver a imagem do local onde estão os barcos. Pode-se ver mais detalhes com o recurso de zoom usando a rodinha do mouse ou clicando no + ou - na imagem.
E você…

A volta ao mundo de veleiro...

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Boas,
era uma quarta-feira de sol e eu estava a bordo do Malagô, arrumando umas coisas (sempre), quando o telefone tocou. Do outro lado da linha, uma moça, um pouco aflita:
- Alô, é da Cusco Baldoso? - Sim! - Vocês ensinam a velejar, certo? - Isso mesmo! - Eu, meu marido e meu filho precisamos aprender a velejar este final de semana, de qualquer jeito...
Houve um breve silêncio e, após alguma explicação, dois dias depois, a família da Ana Paula estava toda a bordo do Soneca, em Ubatuba, fazendo aula com o Tio Spinelli. Na semana seguinte, pelo Facebook, eu acompanhava a liquidação de objetos pessoais. Da televisão aos livros. Alguns dias depois eles embarcaram, para os EUA, compraram um Benneteau e começaram sua nova vida. Em janeiro, quando estive na Florida, eles haviam deixado Cabo Canaveral há poucos dias e estavam nos Keys. Eu ia até lá encontrá-los, mas um tornado inviabilizou a visita: eu no hotel e eles, ancorados à galga, enfrentando o ventão em sua nova casa. Hoje eles estão em …

De Ubatuba a Santos...

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Boas!

É incrível como o mar pode estar em diferentes estados com apenas poucos dias de diferença. Se nós nos curássemos de nossos dores tão rápido quanto ele, talvez fôssemos mais felizes. Depois da forte ressaca que entrou no dia vinte e oito de abril, naquela segunda-feira, primeiro de maio, o mar estava tranquilo e sem vestígios de tormenta. Tudo na vida passa; até a uva, a tempestade e a calmaria...
Iríamos participar da última regata do dia e depois ir embora para Santos, por volta de 19h. Mas... regata? Fala sério. Fomos apenas para passear e nossa presença na raia, de certa forma, era uma ofensa aos que velejavam a sério, com faca nos dentes. 
Aproveitei a manhã para visitar o Eduardo , do Erva Doce (Bavaria 33) e o Marcelo, do Fratelli (Delta 36), que chegaram na noite anterior (enquanto estávamos na Ilha Vitória). Ao meio dia, saímos.



Isso me lembrou uma vez que viemos de Paraty a bordo do Cusco Baldoso, eu e o Ricardo Stark. Perguntei se ele preferia velejar por oito horas o…

Ilha Vitória por Boreste...

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Boas!
Esse ano eu estou com o projeto de visitar todas as "pedras" do litoral de São Paulo. Há muitas delas por ai: Laje de Santos, Laje da Conceição, Queimada Grande, Queimada Pequena, Bom Abrigo, Búzios, Vitória, e por ai vai. A Laje de Santos já foi. Agora era a vez da Vitória.


Pela Ilha Vitória eu já passei algumas vezes, mas sempre bem por fora, indo ou voltando do Rio de Janeiro. Nossa passagem pelo USF 17 possibilitou um momento mais "National Geographic Society". 
A regata do dia seria novamente de percurso. Trocamos a genoa do Jazz 4 de III, para a II, para ver se ele andava mais um bocadinho. Além disso vieram mais dois tripulantes de Guarujá, para reforçar o time que ficou um pouco desfalcado com tanto enjoo.


Dada a largada, foi um quase milagre conseguirmos passar pela linha. Fazer regata com barco preparado para cruzeiro é um quase martírio. O barco simplesmente fica para trás. Barco de regata tem que estar leve, com tanque de água vazio, nada nos arm…

Duelo Soneca x Jazz 4...

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Nosso primeiro dia de regatas do USF/17 durou meia hora. Sequer largamos. Uma das tripulantes que veio de São Paulo direto para Ubatuba apenas para as regatas passou mal com o mar de ondas e pouco vento. Enjoar é algo cruel. Nos primeiros cinco minutos você se desespera, acreditando que irá morrer; cinco minutos depois está desesperado porque não morreu.
Como estávamos ali apenas para passear, voltamos para a poita e desembarcamos quem não tinha condições de ficar a bordo. Depois fizemos o almoço, curtindo o visual da Ribeira em um espetacular dia de sol, enquanto a regata acontecia lá pelos lados da Ilha do Mar Virado.

De sobremesa  fomos velejar. Saímos da poita apenas no vento, enquanto a louça era lavada, e fomos até o Soneca, onde o Tio Spinelli dava aula para quatro de nossos alunos, fazendo o barco andar sob espartanos quatro nós de vento.


Passamos por ele, demos "oi" e castanhas de caju. Seguimos pela baia, acreditando que o Soneca, por ser mais pesado, jamais nos a…

De Santos à Ubatuba...

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Boas!

Eram cinco da manhã de 28/04. Estávamos a bordo do Jazz 4, em três tripulantes, indo participar do Ubatuba Sailing Festival 2017, que começaria naquele mesmo dia, à noite. Saímos sob aviso de ressaca, que iria de Santos até cabo Frio, com ondas de três metros e duração de dois dias. Ao deixarmos o clube conseguíamos ver bem claramente as luzes da cidade e  das boias de sinalização do canal do porto: ora as verdes, ora as encarnadas. "A ressaca ainda não chegou por aqui", pensei.
Na altura da Ilha das Palmas, no motor, duas lanchas de grande porte passaram a nosso boreste, em alta velocidade. "O mar está baixo", pensei. Ledo engano. Poucos minutos depois percebi que elas pararam na entrada da baía, lá pela Ponta Grossa. Glup!
Não demorou muito. A linha de navios e suas luzes amarelas logo sumiu no horizonte. Poucos segundos depois ela veio. Descomunal. De proa. Não parava de crescer e lá no topo trazia uma espuma branca ameaçadora. Em pouco tempo o valente Jaz…