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Ano novo, vida nova!

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Boas!


Eu ainda estou um tanto perdido no espaço e no tempo, confesso.
Enquanto todos a minha volta viveram janeiro e fevereiro em terra, para mim esses meses tiveram outra dimensão, imerso em um deserto azul e sem saber praticamente nada do mundo. Na prática, 2018, para mim, começou em março. Então, ano novo, vida nova!
Voltei a trabalhar e a enfrentar uma pilha de problemas e uma outra pilha de boletos. Três meses de contas para pagar e três meses sem receita alguma. Divertido e emocionante - quase mais do que cruzar o Atlântico!
A Cusco Baldoso voltou às aulas. Eu e o Alan estamos na ativa. O Spinelli volta em abril. Hoje ele ainda está em Santa Helena, curtindo a vida adoidado. Teve até mergulho com tubarão baleia! A viagem dele está sendo completamente diferente da nossa. Sol, calor, mar sempre baixo e ventos favoráveis.  Ele merecia um refresco depois de tanto sufoco na ida.

No último final de semana o nosso novo barco escola, o +Bakanna, um Fast 230, fez sua estreia. Na turma ti…

Sobre o naufrágio do Crapun...

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Boas,

Ontem o velejador italiano radicado no Brasil Elio Somaschini, o Crapun, perdeu seu barco (de mesmo nome) ao entrar na barra de Aracaju. As informações de fonte direta ainda são poucas e desencontradas. Ao que parece, ele decidiu entrar na cidade para jantar e comemorar seu aniversário. O barco bateu em um banco de areia, fez água e ele não teve alternativa a não ser abandonar a embarcação e nadar até a praia - onde, felizmente, chegou ileso. Somaschini velejava em solitário e se deixava ao seu novo projeto, fazer a Passagem Noroeste (uma volta pelas Américas passando pelas águas do ártico).
Esse fato me fez lembrar de outra história e de como, nesse mundo da vela, estamos todos de certa forma interligados. Eu já escrevi aqui no blog sobre o Vento Real, veleiro que me levou até Fernando de Noronha na Refeno 2014 graças à intervenção de última hora do Alan Trimboli (que foi comigo, também, para Cape Town). Eu iria participar no Caulimaran, mas esse barco não conseguiu sair de Sal…

Travessia Ubatuba - Cape Town

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Boas!
Estou no mar desde 1996 (a remo) e comecei a velejar no ano 2000. Meu primeiro veleiro foi um HC 14, de vela amarela, caindo aos pedaços (literalmente). Tive muitos outros veleiros depois desse. Vários monotipos e um outro par de veleiros de oceano. Em todos eles minha vontade de viajar, de ir cada dia mais “só até ali”, era enorme. Devorara os livros de outros velejadores e imaginava que, um dia, seria eu quem estaria cruzando os mares, deixando terra pela popa e só a encontrando dias depois, pela proa.


No meio do ano passado (2017) uma conjunção de fatores (alguns adversos, como meu divórcio, outros favoráveis, como minha parceira com o José Spinelli Neto) permitiu que esse sonho de cruzar um oceano fosse, enfim, realizado. Nascia, assim, o “Desafio Cusco Baldoso – Soneca – África do Sul 2018”, com apoio de várias pessoas e empresas.
Eu e o Spinelli deixamos Ubatuba a bordo do Soneca (Samoa 33 pés, projetado pelo escritório do Cabinho) na manhã do dia 03/01/2018. Chegamos em …

Desafio Africa do Sul 2018

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Boas!

Nossa travessia para a Africa do Sul a bordo do Soneca já começou!

Acompanhe nossa trajetória através do blog especial desse projeto:

desafioafrica18.blogspot.com







E vamos no pano mesmo!!!

Obrigado 2017

Boas!

Essa será minha última postagem de 2017.
Dia 29 de dezembro embarco no Soneca, junto com meus amigos Spinelli e Alan, com destino à Africa do Sul. A data exata da partida ainda é incerta. O tempo do mar não é mesmo que o de terra. Mas assim que tudo estiver pronto, incluindo a gente, soltaremos da poita e literalmente seguiremos rumo ao horizonte.
O mais difícil dessa viagem é deixar as amarras de terra. Dia após dia construímos um muro ao nosso redor que nos impede de mudar, de ir além, de sair do ordinário e do comum. O mais incrível é que com o passar do tempo não apenas achamos isso normal, como fazemos de tudo para defender a rotina, mantê-la em nossa vida, sã e salva, firme e forte.
Se eu fosse parar para pensar talvez essa não seria a melhor época para eu ir. Há muito o que fazer no escritório; há alunos de vela querendo aulas em janeiro e fevereiro; há uma pilha de contas; há aquelas que mais amo se mudando para tão longe de mim. E se eu continuar procurando nesse baú, e…

Flor de Sal - #Sal - Parte Dois

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Flor de Sal - #SAL

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