segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A todo pano!

Boas!

Essa semana faz um ano que eu trouxe o Malagô de Ubatuba para Santos. Foi um ano longo, em que muita coisa precisou ser feita. Troquei praticamente todas as tábuas do fundo e várias cavernas. A intervenção foi tão grande que metade do casco é 1960, a outra metade 2015.

Mas fui além disso. Troquei o estaiamento principal (proa, popa e brandais). Desci o mastro e o restaurei em cada detalhe. Dei início a remodelagem do interior, alterando coisas que não me agradavam nele. Instalei um dog house, reformei o bimini e troquei o hélice (e agora navego a sete nós no motor). Arranquei cada fio elétrico e, aos poucos, o Walnei Antunes está trazendo a energia de volta, metro a metro. Refiz todo o motor, trocando praticamente todas as peças importantes por peças realmente novas.

Ainda há um longo caminho. Estamos agora trabalhando no convés. Tirei os postinhos do guarda mancebo e estou fazendo novos, em aço inox. Iremos refazer a vedação em sikaflex e pintar a parte que está com antiderrapante. Comprei um enrolador de genoa e um guincho para a âncora.

O mais importante, porém, é que ele já está navegando novamente e completamente operacional, a todo pano, como pude conferir na última regata Volta da Ilha da Moela, que aconteceu no dia 13/02 passado. 

Com isso finalmente parte da instrução de nossos alunos será feita novamente no Malagô. Aprender a velejar em uma parte da história da vela oceânica brasileira é um verdadeiro privilégio. E ele, apesar de um pouco bruto, é ideal para esse tipo de atividade, pois só navega quando toda a tripulação está fazendo seu trabalho do jeito certo. Como tem que ser! 

E vamos no pano mesmo!!!

(c) Rodrigo Faconti

Moela na proa (e a genoa muito caçada e com pouca tensão na adriça. Ai ai ai).

Ao fundo o Pantanal 25 Anarquia, com nosso aluno Rodrigo Faconti a bordo!

E o veleiro Hoje! (Cruiser 23 que já morou na baia da Babitonga), com o Mauri no comando: "- Jucaaaa, ontem eu estava ai com você! Hoje eu estou aqui!". 

Edu Colombo, nosso tripulante padrão!

Lembranças das regatas de veleiros clássicos nas plaquinhas...

... proteção divina ...

... e um presente do amigo Eduardo Colombo.

Aos poucos...

...o interior...

... ganha forma.



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